domingo, 30 de dezembro de 2012

Grosserias de Eduardo Paes e Sérgio Cabral no trato com Servidores Públicos

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Chamou o médico de "irresponsável" também. 


Jornal O Globo, 29/12/2012. Eduardo Paes (PMDB) diz: "É inaceitável que um profissional escalado não compareça. Também não aceito "QUEREQUEQUÉ" de corporação. Essa história de ter que ter dois, ter três... Não tem que ter nada. Tem que ter neurologista. Ele vai ser punido. (...) Ninguém está obrigando ele a trabalhar. Ele escolheu o serviço público, escolheu ser empregado da prefeitura. Tem que estar lá no plantão."


Sérgio Cabral (PMDB) chama médicos de "vagabundos" e "safados".


Sérgio Cabral (PMDB) chama bombeiros de "vândalos" e "irresponsáveis".

Essa é a parceiria do Governo do Estado com a Prefeitura do Rio de Janeiro? A arte de ofender Servidor Público? 


Reforma da Previdência, que taxará futuros Servidores Municipais e acabará com a paridade entre ativos e inativos. O projeto não está esquecido, como se depreende da resposta de Adilson Pires (PT), vice-prefeito de Eduardo Paes, pelo Twitter.


Caso você pense que Adilson Pires equivocou-se na resposta, uma vez que tratamos de dois assuntos, segue a resposta seguinte: 


Haja adequações para fazer, heim? Como demora! Promessa de campanha de Eduardo Paes de 2008 que ainda não saiu do papel, ainda que ele teime em dizer que vinha cumprindo todas: 

Clique na imagem e leia o item 10, que fala do Plano de Cargos e Salários que NÃO SAIU DO PAPEL. 

E o Prefeito achava, em Setembro de 2011 que já tinha cumprido todos os compromissos de campanha com os Servidores. 
Em 26 de Agosto de 2012, durante a campanha pela sua reeleição, Eduardo Paes volta ao assunto e, na ÚNICA vez onde referiu-se aos Servidores, promete, novamente, o Plano de Cargos e Salários.


Promessas não cumpridas, critérios de avaliação obscuros, que acaba criando divisões entre os Servidores Públicos. Para receber o 15º salário, segundo o Secretário da Casa Civil, Deputado Federal licenciado Pedro Paulo, "somente em caso de desempenho excepcional avaliado" e a "critério da Secretaria de Fazenda". 


Quem avalia o "desempenho excepcional"? Quais critérios devem ser atingidos para se obter o "desempenho excepcional"? E quais critérios norteiam decisão da Secretaria de Fazenda em pagar o 15º salário para alguns Servidores?

Qual a conclusão disso tudo? A de que temos um modelo de gestão do Serviço Público que NÃO PRIORIZA O SERVIDOR PÚBLICO. Não por acaso, as Organizações Sociais campeiam, ainda que repleta de problemas, tais como maiores gastos com fornecimento de serventes, porteiros, digitadores e serviços de manutenção predial (ver: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/04/tcm-acha-prejuizo-de-milhoes-de-reais-em-contratos-na-saude-do-rio.html ); Modelo de gestão promovido por políticos do PMDB com o lamentável apoio do PT; Modelo que, no geral, desvaloriza a carreira do Servidor, o que desestimula o ingresso de novos quadros estatutários; Modelo que cria divisões entre os Servidores, privilegiando uns em detrimento de outros no pagamento do 15º salário, através de critérios de avaliação pouco claros; Modelo que, por sua incapacidade e contradições, culpabiliza e ofende com palavras de baixo calão os Servidores. 



sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Sobre a falta ao plantão do Neurocirurgião do H. M. Salgado Filho e a falta de postura dos políticos da cidade do Rio de Janeiro




Gabriel Melgaço
Marco Antonio Nicolau
Marco Aurélio Oliveira


            Na noite do dia 24 de Dezembro de 2012, a menina Adrielly dos Santos, de 10 anos, foi baleada na cabeça em Piedade, na Zona Norte do Rio. Encaminhada ao Hospital Municipal Salgado Filho, teve que esperar 8 horas para receber o atendimento de um Neurocirurgião, uma vez que o que estava escalado para trabalhar aquele dia faltara ao plantão.
            Inicialmente, a falta do médico gerou sentimentos de revolta e preocupação. A princípio, a reação foi de condenação, considerando apenas o médico como único culpado pelo evento. Na reportagem do RJ TV 1ª edição do dia 25/12, notamos, ou pelo menos tivemos a impressão de que, tanto o Secretário de Saúde Hans Dohmann quanto à reportagem, não sabiam se estavam diante de um Servidor Público ou um Terceirizado, forma de contratação considerada ilegal pelo STF, tão ao gosto do atual executivo municipal, reeleito nas últimas eleições. Consultando o site do CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), verificamos tratar-se de um Servidor. Teria alegado à reportagem do noticiário da TV Globo que estava demissionário, informação que a SMSDC (Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil) não confirmou. De fato, se tem que o servidor estava há mais de um mês faltando aos plantões, porque insatisfeito com a escala. Além disso, denunciou a unidade hospitalar ao dizer que vinha trabalhando sozinho, quando uma resolução do CREMERJ prevê que sejam dois especialistas atendendo[1].
            Verificando a escala de Natal divulgada pela SMSDC, percebemos que no H. M. Salgado Filho NÃO HAVIA Neurocirurgião no plantão diurno do dia 24 de Dezembro. Apenas no noturno estava escalado o médico que está no noticiário. E sozinho. No dia seguinte, 25 de Dezembro, outro Neurocirurgião, sozinho também, provavelmente o que operou a menina.
Se essa menina foi baleada durante o dia e encaminhada à unidade, NÃO HAVERIA NEUROCIRURGIÃO para atende-la! E o médico que o fez, no dia da cirurgia, o fez sob condições NÃO RECOMENDADAS PELO CREMERJ (sozinho). Se a menina fosse moradora da região próxima ao H. M. Lourenço Jorge (na Barra) e precisasse dos serviços de Neurocirurgia da unidade só poderia ser atendida por esse especialista durante o plantão diurno do dia 24 de Dezembro, uma vez que, NO PLANTÃO NOTURNO DO DIA 24 E DURANTE TODO O DIA 25 NÃO HAVIA NEUROCIRURGIÃO NA UNIDADE.
            Recordam-se do caso do rapaz que morreu vítima de um ferimento provocado pela quebra de uma taça de champanhe no bolso de sua calça, na saída de seu casamento? [2] O caso requeria o atendimento de um Cirurgião Vascular. Pois bem! Se ocorresse alguma situação grave, como esta, onde fosse necessário o atendimento de um especialista em Cirurgia Vascular no H. M. Lourenço Jorge nesse Natal, o paciente teria que ser transferido para outra unidade, visto que NÃO HAVIA CIRURGIÃO VASCULAR.
                        Nos dois plantões (diurno e noturno) dos dias 24 e 25 de Dezembro do H. M. Lourenço Jorge NÃO HAVIA ANESTESISTA ESCALADO.
            No plantão noturno do dia 25 não havia Clínico Geral escalado no H. M. Miguel Couto.
            Uma coisa que consideramos estranha, também, foi que na escala, no H. M. Souza Aguiar, para o plantão noturno do dia 24, havia três Neurocirurgiões, sendo que só constava o primeiro nome deles, o que não ocorreu em nenhuma outra listagem dos Hospitais Municipais [3].
            Para terminar o assunto PLANTÃO, perguntamos: Onde está a escala dos médicos e demais profissionais de saúde das UPAs da cidade do Rio de Janeiro? Por que não divulgaram isso, também, no Natal?
As emergências dos grandes Hospitais Municipais NÃO SÃO ADMINISTRADAS POR ORGANIZAÇÕES SOCIAIS, para frustração do Prefeito, uma vez que era de seu interesse que o fossem, o que a Justiça impediu [4]. Por que, então, divulgar escala de plantão das emergências administradas por Servidores Públicos e não divulgar escala de serviço de UPAs administradas por Organizações Sociais?
            Dito, mais acima, sobre transferência de paciente. Por que o CHEFE DE PLANTÃO OU O DIRETOR DO HOSPITAL não transferiram imediatamente a paciente que deu entrada, SABENDO QUE NÃO TINHAM CONDIÇÕES DE ATENDIMENTO? Como demoram a agir? Como deixam uma paciente aguardar por 8 HORAS E NÃO BUSCAM OUTRA FORMA DE AGILIZAÇÃO DO ATENDIMENTO?
            O Prefeito Eduardo Paes e o Secretário de Saúde Hans Dohmann repetem a velha estratégia de gritar “pega ladrão”, gerando comoção e apontando como criminosas pessoas inocentes, quando na verdade são eles, os que gritam e se mostram indignados, os maiores responsáveis pela tragédia na saúde carioca. É uma “indignação seletiva” que deixa de lado, inclusive, o fato que levou a menina ao hospital: uma bala de revólver! Um problema de SEGURANÇA PÚBLICA, que é de alçada do Governador Sérgio Cabral, também do PMDB, governador este que notabiliza-se por suas viagens a Paris e por xingar médicos de “safados” e “vagabundos” [5] e bombeiros de “vândalos” [6]. Será que a ofensa a Servidores Públicos faz parte de uma estratégia de desgaste do Serviço Público promovida por estes dois políticos do PMDB? Sim, porque, recentemente, o prefeito Eduardo Paes chamou o médico faltoso de “delinquente” [7].
            “Delinquente”, segundo o Dicionário Online de Português, significa: “Característica do que ou de quem infringe uma lei e/ou certas normas morais pré-estabelecidas. Pessoa que praticou um delito; criminoso.” [8] Atenho-me ao primeiro significado. Aquele que infringe lei ou certas normas morais pré-estabelecidas. Ficamos aqui pensando; O médico ou qualquer profissional que falta a um plantão estaria quebrando um acordo tácito, uma espécie de promessa, que supõe confiança. Existe um acordo entre as partes, as diversas partes. A falta num plantão configura uma quebra desse acordo, o não cumprimento da promessa de estar naquele lugar, naquele horário. Vendo dessa maneira, o prefeito chamou de delinquente aquele que quebrou o acordo, que não cumpriu a promessa, frustrou as expectativas daqueles que confiaram nele.
Onde queremos chegar? Quem não cumpre promessas seria um delinquente, na visão do prefeito. Então, ele e muitos políticos seriam igualmente delinquentes. É importante recordar, por exemplo, que, aos Servidores Municipais, o atual prefeito, em campanha para seu primeiro mandato no ano de 2008, prometeu o PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS por categorias e NÃO CUMPRIU [9]. Quebrou a promessa, delinquiu. Em 26 de Agosto de 2012, concorrendo à reeleição, prometeu novamente [10]. Será que tornará a delinquir?
            O médico ausente se tornou o único culpado por todo um conjunto de falhas que estão em local muito acima da unidade de saúde. Tudo COMEÇA no GABINETE DO PREFEITO, se IRRADIA até a SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE, e se DILUI por toda a rede pública de saúde. O erro estratégico está na privatização da saúde, na quebra de igualdade da remuneração entre médicos de OS e médicos servidores. O erro começa quando a prefeitura teima em desobedecer às ordens do STF, de chamar e contratar os concursados e parar com a bandalheira perdulária da contratação de médicos via OSs. Essa política torta e míope causa danos que repercutem na vida de todos nós.
            Tão gritante foi o açodamento das autoridades cariocas em atacar o servidor que, agora, a verdade vai surgindo, as responsabilidades surgem, e apontam não mais para a falta física do servidor médico, mas a falta de responsabilidade, compromisso, capacidade, eficiência da direção política da unidade, do chefe do plantão, da sucateada, loteada e repleta de terceirizados, central de regulação de vagas, da SAMU e de todos os cargos responsáveis por evitar o absurdo de um tempo de espera de aproximadamente 8 horas para atender A QUALQUER DOENTE!
            Os servidores, parte mais frágil e tão vítimas quanto os pacientes, sofrem de forma injusta as consequências da incompetência e da rejeição que eles, Prefeito e Secretário de Saúde criaram e alimentam. Por isso, antes de termos o massacre de um Servidor Público que faltou, temos que saber que acima dele há sempre um responsável maior. E que, por trás de uma manchete jornalística escandalosa, há um interesse podre muito mais escandaloso. E esse interesse escandaloso é a entrega da saúde carioca para as OSs, loteando a cidade entre as forças de cooptação do Prefeito.
            Quem são os delinquentes?


[1] MAGALHÃES, Maria Inês. “Neurocirurgião diz que estava insatisfeito e já não ia ao trabalho”. O DIA. Disponível em: http://odia.ig.com.br/portal/rio/neurocirurgião-diz-que-estava-insatisfeito-e-já-não-ia-ao-trabalho-1.530006 Último acesso em 28 de Dezembro de 2012.
[2] G1. “Noivo morre após cair sobre taça de vidro durante casamento no RJ”. Disponível em: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/11/noivo-morre-apos-cair-sobre-taca-de-vidro-durante-casamento-no-rj.html Último acesso em 28 de Dezembro de 2012.
[3] SMSDC. “Escalas de plantão Natal”. Disponível em: http://200.141.78.79/dlstatic/10112/137240/DLFE-263317.pdf/Escala_Plantao_Hospitais_Emergencia.pdf Último acesso em 28 de Dezembro de 2012.
[4] MELGAÇO, Gabriel. “JUSTIÇA DO RIO PROÍBE A TERCEIRIZAÇÃO DAS EMERGÊNCIAS DOS HOSPITAIS DA PREFEITURA DO RIO!”. Disponível em: http://gabrielmelgaco.blogspot.com.br/2011/07/justica-do-rio-proibe-terceirizacao-das.html Último acesso em 28 de Dezembro de 2012.
[5] JORNAL DA NOITE. “Sérgio Cabral chama médicos de safados e vagabundos”. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=1bgEDlGePnE Último acesso em 28 de Dezembro de 2012.
[6] GLOBONEWS. “Sérgio Cabral chama bombeiros de vândalos e irresponsáveis”. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=36raF4CaMi0 Último acesso em 28 de Dezembro de 2012.
[7] BARBOSA, Caio. CUNHA, Vânia. “Paes chama médico que faltou ao plantão de ‘delinquente’”. Disponível em: http://odia.ig.com.br/portal/rio/paes-chama-médico-que-faltou-a-plantão-de-delinquente-1.529493 Último acesso em 28 de Dezembro de 2012.
[8] DICIONÁRIO ONLINE DE PORTUGUÊS. “Delinquente”. Disponível em: http://www.dicio.com.br/delinquente/ Último acesso em 28 de Dezembro de 2012.
[9] PAES, Eduardo. “Declaração de compromisso de Eduardo Paes com os servidores públicos municipais”. Disponível em: http://2.bp.blogspot.com/-JKtt3zXdr6E/TaNrrFV-HGI/AAAAAAAAACU/FD03FzmfTT0/s1600/declara%25C3%25A7%25C3%25A3o+de+compro.jpg Último acesso em 28 de Dezembro de 2012.
[10] O DIA. “Planos para o funcionalismo”. Disponível em: http://3.bp.blogspot.com/-g0vR64nNOqI/UDqTbvj_YLI/AAAAAAAAAmc/nw-XZLPSs3A/s1600/PROMESSAS+PARA+SERVIDORES.JPG Último acesso em 28 de Dezembro de 2012.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

TCM critica Saúde, parte 2


Peraí! O cara do Tribunal de Contas do Município dando explicações para o Eduardo Paes? Outra: Almoço do TCM com o Prefeito? Dá para acreditar, mesmo, em insenção desse Tribunal? Como fiscalizar, mantendo relações tão estreitas assim?

Eu costumo ler o Jornal O Dia todos os dias e gosto de acompanhar a coluna do Fernando Molica. Não é que, em 20/03/2012, na edição on line (provavelmente saiu na impressa do dia seguinte), encontro informações sobre esse Conselheiro. Segundo o site "OPutaQuePariu.com" ele seria amigo pessoal de Eduardo Paes e Sérgio Cabral (ver: http://www.oputaquepariu.com/site/blog/2012/03/21/conselheiro-do-tcm-e-amigo-pessoal-do-eduardo-paes-e-sergio-cabral-recebia-dinheiro-de-patrocinio-de-empresa-denunciada-por-fraude-no-fantastico-este-e-o-governo-somando-forcas/ ). Eis, transcrito de O Dia (ver: http://odia.ig.com.br/portal/rio/informe-do-dia-o-conselheiro-e-os-patrocínios-1.422017 ) Como os links do Jornal O Dia com o tempo "quebram", transcrevo a matéria do site. Se pairar alguma dúvida, baixem a última imagem. É o print do artigo, retirado do site. Segue o texto:

"POR Fernando Molica

Rio - Equipes de futebol soçaite ligadas a José Moraes, vice-presidente do Tribunal de Contas do Município (TCM), são patrocinadas por duas das empresas apontadas como corruptoras em reportagem do ‘Fantástico’: a Locanty e a Rufollo. Ambas têm contratos com a Prefeitura do Rio, cujas contas são fiscalizadas pelos integrantes do TCM. Entre 2001 e 2005, Moraes relatou 26 processos da Rufollo no Tribunal.

No ano passado, Moraes participou da assinatura do convênio que permitiu ao Iate-Modus, ligado ao Iate Clube Jardim Guanabara, representar o Flamengo em competições de Futebol de 7 (nova denominação do futebol soçaite). O acordo incluiu o patrocínio da Locanty, que passou a estampar sua marca na camisa do time. O conselheiro do TCM é diretor do Flamengo Iate-Modus e comodoro do Iate Clube. Ontem, a página na Internet do Flamengo Iate-Modus estava fora do ar.

Técnico da Seleção

A Rufollo patrocinou, em 2011, a seleção brasileira que conquistou o vice-campeonato do Mundialito de Futebol de 7 realizado numa arena montada em Copacabana — Moraes foi o técnico da equipe. O presidente da Rufollo, Rufollo Villar, prestigiou o evento e entregou o prêmio ao melhor goleiro do torneio. Em 2007, a empresa foi uma das patrocinadoras da equipe de futsal do Iate Clube Jardim Guanabara. O Informe não conseguiu falar ontem com Moraes que, segundo o TCM, está em viagem de férias.

Moraes e Locanty

Presidente do Tribunal de Contas do Município, Thiers Montebello diz que Moraes deixa de votar em processos que envolvam a Locanty. Ele afirma não recordar se o conselheiro tem tomado a mesma atitude em casos relacionados à Rufollo.

Sem medalha

A deputada Cidinha Campos (PDT) pediu ontem a revogação da Medalha Tiradentes concedida pela Assembleia Legislativa ao presidente da Toesa, David Gomes da Silva. A empresa também está envolvida no escândalo.

Empresa suspeita reformou quadra da Ilha

A prefeitura disse que cancelará os contratos que tem com a Locanty e com a Rufollo. Mas não se manifestou sobre outra empresa citada no ‘Fantástico’, a Trade Building (que entraria em licitações para perder) recebeu R$ 2,7 milhões do município em 2011. Dirigida por Sid Villar, irmão dos donos da Rufollo, a Trade venceu a licitação para ampliar a quadra da Unidos da Ilha. A prefeitura, que bancou a reforma, estimara seu custo em R$ 4,8 milhões; a proposta vencedora foi de R$ 5,3 milhões. Na inauguração, a própria prefeitura divulgou que o investimento chegou a R$ 6,3 milhões.

Passou raspando

A Trade ganhou a licitação por muito pouco. Sua proposta foi apenas R$ 48.762 inferior à da segunda colocada, a Tensor, o que representa uma diferença de 0,9% em relação à concorrente. Pelo regulamento, as empresas poderiam superar o preço estimado em até 10% — a Trade cobrou 9% a mais.

Servente caro

O Iabas, Organização Social que cuida de unidades de saúde na Zona Oeste, também contratou serviços da Rufollo. Segundo o vereador Paulo Pinheiro (PSOL), o custo de cada servente terceirizado chega a R$ 2.698 — a prefeitura gastava menos, R$ 1.991."









sábado, 22 de dezembro de 2012

O que está acontecendo com a Lagoa Rodrigo de Freitas?


            Caminhando pela Lagoa Rodrigo de Freitas, vi algumas coisas estranhas:
1 – Em frente ao número 4180 da Av. Epitácio Pessoa, vi algo que parecia um vazamento de esgoto na Lagoa. Como reparei. Caminhando, senti o cheiro. Parei para olhar e vi que a água ali tinha um aspecto estranho, deixando a vegetação esbranquiçada. Lembro de ter visto algo parecido anos atrás quando ia para São Cristóvão a pé e passava pelo Morro do Tuiuti, onde o esgoto vazava a céu aberto pela Rua São Luiz Gonzaga.
2 – Perto já do Cantagalo, vi uma espuma esquisita na água da Lagoa. Me lembrou aquela que vemos na TV quando mostram o Rio Tietê, de São Paulo.

O que está acontecendo com a Lagoa Rodrigo de Freitas? Com a palavra, as autoridades (competentes?).












O Teatro Municipal do Rio de Janeiro é para todos?




            Estive, pela primeira vez, no Teatro Municipal, na última quinta-feira (20/12). Assisti ao Balé “O Quebra-Nozes”. Realizei, naquela noite, dois antigos desejos. Mas algumas coisas me chamaram a atenção.
            No site do Teatro (http://www.theatromunicipal.rj.gov.br/index.html ) pude ver a programação do mês de Dezembro e notei que os ingressos não são nada convidativos. O mais barato, para a Ópera “O ouro não compra o amor” e para a série “Turmalina Pianistas”, da Orquestra Sinfônica Brasileira, custava R$: 20,00, o que para as classes populares não é tão suave. Não sei se os amigos já tiveram oportunidade de conversar com crianças mais pobres. Há alguns anos lido com elas. A esmagadora maioria delas nunca foi ao cinema. Sim, ao cinema! E vocês devem lembrar que o ingresso do cinema é um pouco mais barato que o mais barato do Teatro Municipal. No cinema, digamos que o ingresso é democrático. Você tem oportunidade de sentar-se em qualquer lugar, de acordo com sua escolha e disponibilidade. No Teatro Municipal não. Os melhores lugares são bem mais caros. Para a Opereta “A viúva alegre”, a frisa e o camarote custavam R$: 480,00! Ah... Logo do camarote? Você está forçando, não é? Pois bem, o ingresso da Platéia e Balcão Nobre custava, para o mesmo espetáculo, a módica quantia de R$: 80,00! Alguém pode lembrar que o Teatro Municipal oferece promoções de ingressos mais baratos, a R$: 1,00. Sim! Aos domingos, 11 horas da manhã! Quando as pessoas mortais, comuns, das classes populares estão com o umbigo encostado no fogão preparando o almoço da família!
            Outra coisa que me desagrada é a restrição quanto ao vestuário. Sim! Eu que adoro andar de bermuda e sandália (ou mesmo chinelo), fui de calça. Lá você não pode entrar se trajar: “bermuda, short, top, camiseta sem manga, bem como chinelos”. Legal! Camisa sem manga não pode, mas as mulheres entrarem com aquele vestido que não tem alças, que deixa os ombros à mostra, pode. Hum... Essa restrição toda às roupas leves será que se deve ao nosso rigoroso clima, com seu frio implacável? Acho que se dependesse de alguns ali, ainda nos vestiríamos de terno, os homens, e as mulheres com aqueles vestidos de festa para ingressarmos no Teatro.
            O Teatro Municipal recebe/recebeu ajuda financeira da Rede Globo, a mesma que promove o Criança Esperança, que financia ONGs em cujas atividades, para a população mais carente, consta aulas de balé. No entanto, parece que isso não faz diferença para o corpo de Balé do Municipal. Em “O Quebra-Nozes” não vi bailarinos negros. Havia um de pele um pouco mais morena, mas com cabelos lisos. Na orquestra vi alguns, acho que dois, um flautista e um baixista.  Comprei o programa do Balé e, no final, na página 35, há uma foto do grupo. Nenhum negro. Entre os Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, que também tem uma foto na mesma página, apenas identifiquei, com muito custo, 5 crianças negras, de um grupo que deve girar em torno de 70 pessoas. Como justificariam isso? Gostaria de ler/ouvir esclarecimentos quanto a isso.
            Qual a conclusão que chego com isso? De que o Teatro Municipal do Rio de Janeiro, administrado pelo Governo do Estado, não é para todo público. Priorizam os mais endinheirados. Quando promovem espetáculos mais acessíveis aos populares, o fazem em horários exóticos, onde as classes mais baixas terão dificuldades de comparecer. Dificilmente pobres e ricos ombrearão nesse espaço. E mesmo o balé, ao que me parece, tem um recorte de classe, para não dizer mesmo étnico.


terça-feira, 11 de dezembro de 2012