quarta-feira, 7 de junho de 2017

Marcelo Crivella e os Servidores Municipais

1 - ATÉ AGORA, em seis meses de gestão, o prefeito Marcelo Crivella tem tratado os Servidores da Prefeitura do Rio de Janeiro com bastante indiferença. Acho que esse tempo transcorrido desde que ele assumiu, bem como seu pouco caso com os assuntos relacionados aos Servidores, sinalizam a tônica que pretende adotar frente ao funcionalismo, caso este não se organize e cobre seus direitos. 

2 - O não-pagamento dos Auxílios Educação e Creche, no início do ano, penalizam, de maneira mais dura, os Servidores com salários mais baixos que, até ano passado, contavam com essa receita para as despesas com seus filhos. Some-se à isso o quadro de grave crise de recessão econômica enfrentado pelo país que asfixia, ainda mais, os que ganham menos. 

3 - Acho no mínimo problemático aceitar, passivamente, as informações oficiais da Prefeitura dando conta da falta de recursos. Quem saiu (Eduardo Paes) e quem entrou (Marcelo Crivella) disputam as versões sobre a saúde financeira da cidade (Ficou dinheiro ou não? A Previdência está quebrada ou não?). Crivella, desde a campanha, sinalizou que este seria um ano de "austeridade". Sempre que leio essa palavra, vinda de políticos, eu penso: "Austeridade PARA QUEM?". Muitas vezes, ela recai sobre os Servidores, aqueles que fazem a máquina pública funcionar.

4 - Essa "austeridade" (baseada, também, no sacrifício dos Servidores) pode, muito bem, ser uma estratégia para levantar fundos para, na metade final de sua administração, o prefeito - que tem pretensões políticas - possa abrir sua "torneirinha de bondades" e, ainda, figurar como "bom gestor", que saneou as finanças municipais. 

5 - Se por um lado a divulgação das datas de pagamento sinaliza que receberemos nossos salários, o silêncio em torno do pagamento ou não da primeira parcela do 13º salário e do reajuste salarial (porque aumento já não tem faz tempo, né?) joga a esmagadora maioria dos Servidores num mar de incertezas, uma vez que tem suas margens reduzidas para planejar seus gastos extras (como são muitos e doloridos em tempos de crise, não?). 

6 - Não dá para esperarmos sentados na frente do computador ou com o celular na mão. Quais são as estratégias para enfrentarmos a indiferença daquele que disse que iria "cuidar das pessoas" sem falar de quais? 

Um comentário:

Henrique S. disse...

Nunca entendi as razões pelas quais os governantes que acusam seus antecessores de passar o governo, seja ele estadual ou municipal, com um caixa no vermelho, não contratam uma auditoria independente para provar o que dizem, para apresentarem o balanço do governante que está sucedendo.Claro está que a transparência e a verdade não interessam à esses ladrões, é a única razão para continuarem nas acusações sem provas.